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Arquiteto.

É deprimente ter que testemunhar o calvário por que tem de passar uma família para que os filhos tenham o destino que merecem. Gostaria de entender como que a cultura pró-educação-para-todos acabou por criar o mais acachapante entrave burocrático às mentes excepcionais. Parte das instituições públicas no Brasil são o suprassumo da insensatez. Essa história é simplesmente surreal. (Estou mesmo convencido de que o Brasil não tem jeito. Espero que essa garota vaze do país o mais rápido possível.)

Adepta do homeschooling passa na USP e é impedida de se matricular

Por não ter diploma de conclusão do Ensino Médico, estudante de 17 anos não pôde se inscrever na disputada Poli…


Por Jota Guedes

A Experiência Estética Comum

Os objetos à nossa volta não se apresentam como entes opacos e sugerir que o vácuo estético é possível em nossas vidas soa como absurdo. Tomemos como exemplo a experiência do carpinteiro. Ao ajustar uma porta ou uma janela, o seu engajamento é permeado por razões não funcionais que vão desde a simples noção de que a aparência lhe “parece bem” a alusões simbólicas que evocam os ideias de honestidade, domesticidade, gentileza, decoro, elegância, etc. Todo o campo das experiências que afloram da aparência, e não se esgotam num raciocínio instrumental, é a…


por Jota Guedes

O que são as transições

A linguagem das transições é um fenômeno relativamente fácil de descrever. Tomemos como exemplo uma flor. Ao observarmos a sua forma notamos que ela se estrutura em partes que clamam por distinção e nos mobilizam a impor-lhes nomes especiais. Deste fenômeno pode emergir naturalmente um sistema de identificação mais formal. O cálice das rosas, por exemplo, é naturalmente percebido como uma espécie de moldura que marca a transição entre as pétalas e o pedúnculo. Num sistema construtivo isso não acontece de forma muito diferente. As janelas, portas, colunas, corrimãos, etc., são entidades…


David Brussat

31 de janeiro de 2021

Alexis de Tocqueville descobriu, durante sua visita ao nosso país no início da década de 1830, que nós, americanos, formamos mais associações para perseguir objetivos cívicos do que na Grã-Bretanha ou, suponho, a França, sua terra natal, do contrário ele não teria pensado que tal descoberta pudesse causar interesse. Sua preocupação era apenas com “as associações que se formam na vida civil e que têm um objetivo que não é, de forma alguma, político”.

Isso certamente é verdade para os americanos interessados em buscar o renascimento clássico da arquitetura. Eu sou um membro…


DAVID BRUSSAT

The Providence Journal

24 de setembro de 2009

EXPOSÉS da arquitetura moderna tem visto através das novas roupas do imperador por meio século: The Golden City (1959) de Henry Hope Reed, Form Follows Fiasco (1977), de Peter Blake, From Bauhaus to Our House (1981) Tom Wolfe, The Classical Vernacular (1994) de Roger Scruton e, mais recentemente, From a Cause to a Style (2007) de Nathan Glazer, Architecture of the Absurd (2007) de John Silber e agora Exploding the Myths of Modern Architecture, de Malcolm Millais.

O último pode muito bem ser o mais raivoso e talvez o mais…


Este é um modelo de uma pequena edícula de madeira retirado de uma edição especial da revista Family Handyman, especializada em conteúdo DIY — Do It Yourself (Faça Você Mesmo).

O que me encanta neste projeto é o seu sistema de montagem que é, antes de tudo, uma ode aos arremates (molduras, alisares, caixilhos, armações, etc.). Cada peça tem uma função e uma denominação especial. Se o uso de sistemas racionais de construção costumam conduzir a edificações estéreis, aqui temos um exemplo do contrário. Todo o conjunto ecoa um certo senso de harmonia , impregnado pela beleza rudimentar, próprio das construções inspiradas em modelos vernaculares. Este pequeno exemplo é uma lição de arquitetura assentada na mais antiga das habilidades dos mestres construtores: o modo notável como exercem a prerrogativa de ostentar os vestígios da construção.


História da Arte — E.H Gombrich

J. Guedes

Finalmente finalizei esse calhamaço de quase 1000 páginas — das quais 413 são reservadas às imagens. Gombrich foi o primeiro de uma série de historiadores da Arte que pretendo ler.

A sua prosa é fluida e honesta, os capítulos rápidos. As tecnicalidades foram deliberadamente evitadas— sequer há notas de rodapé (reduzidas a poucas notas do editor).

Na edição da LTC as duas fitas de cetim da lombada minimizam a inconveniência das imagens separadas do fluxo da leitura. Há poucas imagens por autor. …


por Roger Scruton

Queria compartilha uma experiência aqui: a leitura de um texto de Roger Scruton conduzida pela voz do próprio filósofo. Bom proveito.

In almost every public place today the ears are assailed by the sound of pop music. In shopping malls, public houses, restaurants, hotels and elevators the ambient sound is not human conversation but the music disgorged into the air by speakers — usually invisible and inaccessible speakers that cannot be punished for their impertinence. Some places brand themselves with their own signature sound — folk, jazz or excerpts from the Broadway musicals. For the most…


Acabei de ler as cartas literárias de Daniel Paz, amigo com quem troco e-mails desde de 2017 e que me ajudou a cotejar assuntos de diversos matizes — desde arquitetura, estética, literatura, religião comparada, até a ciência política. Suas sugestões são sempre muito proveitosas. E, na maior parte das vezes, desperta o meu interesse por ler mais e mais - agora mesmo, comecei a ler o primeiro volume dos Ensaios Reunidos de Otto Maria Carpeaux, da editora Topbooks —introdução do qual transcrevo um fragmento aqui:

O homem de quem estamos falando [Carpeaux] é autor da única história da literatura jamais…


por Rodrigo Gurgel — 20 de junho de 2013

Ainda tenho viva na lembrança a primeira vez que li Tchekhov. Não recordo para onde eu viajava, mas comprei o livrinho na velha rodoviária de São Paulo, com seu teto de acrílico multicolorido, ao lado da Estação Júlio Prestes. “Treze estórias maravilhosas criadas por um dos maiores gênios da literatura”, prometia a capa. Sentado no ônibus, minutos depois, saquei do bolso a brochura de papel miserável — e teve início a alegria, o contentamento que jamais experimentara com nenhum autor brasileiro. Como era possível ser simples e, ao mesmo tempo, grandioso…

Jota Guedes

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